
Resveratrol do vinho tinto tem sido associado ao chamado "Paradoxo Francês", que reflete a baixa incidência de doenças cardíacas entre os franceses apesar de sua dieta rica em gordura.
Resveratrol também é comercializado como suplemento alimentar, conhecido como RESVERA-VITIS.
A Dieta do Mediterrâneo é um
padrão alimentar que tem origem nas populações da região
do Mar Mediterrâneo. A descrição deste padrão alimentar,
assim como a criação do termo “Dieta do Mediterrâneo”,
foram do Doutor Ancel Keys na década de 50. As observações
do Dr. Keys iniciaram no ano de 1945, quando ele desembarcou em Salerno, na
Itália, com o exército americano. Ele constatou que os povos
que viviam nas regiões mediterrâneas, embora consumissem uma
alta quantidade de gordura, similar em calorias à dieta dos países
ocidentais, apresentavam uma incidência muito baixa de doenças
cardiovasculares.
Gordura x Caloria: Paradoxo?
Considerando o ponto de vista nutricional ocidental convencional, esta associação
entre alto consumo de gordura e baixos índices de doença cardíaca,
constituíam um paradoxo.
Uma análise mais minuciosa demonstrou que a dieta mediterrânea
era composta basicamente de alimentos de origem vegetal em grande quantidade
– hortaliças, frutas, legumes, cereais, pães e sementes
- laticínios, principalmente iogurte e queijo, eram ingeridos regularmente.
Peixe e frango eram comidos de forma esporádica, carne vermelha somente
em ocasiões especiais. Vinho tinto era bebido regularmente, acompanhando
as refeições. As principais fontes de gordura, ingeridas em
alta quantidade calórica (35 a 40% do total das calorias diárias),
era as nozes e o azeite de oliva.
Começava a desfazer-se o paradoxo. A gordura ingerida, apesar da alta
quantidade, era a do tipo mono e poli-insaturada, de origem vegetal, ao contrário
da gordura saturada de origem animal, típica das dietas ocidentais.
Ou seja, a quantidade calórica de gordura ingerida é semelhante
nos dois padrões alimentares, porém, o tipo de gordura é
diferente. A partir daí começou-se a estudar, com mais profundidade,
o efeito dos diferentes tipos de gordura sobre o organismo. Os termos gordura
saturada e gordura insaturada saíram do círculo da química
e se expandiram até chegarem a nossos lares.
Doença Cardíaca e Câncer
O Dr. Keys sistematizou suas observações realizadas em 16 populações
de sete países mediterrâneos e as publicou, sendo hoje citado
como o Estudo dos Sete Países, constituindo-se na primeira grande pesquisa
associando dieta e doença cardíaca. De lá para cá,
dezenas de estudos científicos foram realizados, muitos estão
em andamento, e, os resultados disponíveis confirmam, de forma irrefutável,
o que o Dr. Ancel Keys já havia demonstrado nos anos 50: a Dieta do
Mediterrâneo protege o individuo de doença cardíaca.
Mas, não é só sobre o risco de doença cardíaca
que a Dieta do Mediterrâneo traz benefícios. Povos da região
mediterrânea vivem mais tempo e têm menor índice de vários
tipos de cânceres. A explicação para estes efeitos não
está somente na alta ingestão de gorduras insaturadas. Aqui
entram os outros elementos da Dieta do Mediterrâneo, um coquetel contendo
entre outras coisas: licopeno, bioflavonóides em geral, Resveratrol,
polifenóis, L-arginina, ácido fólico, beta caroteno,
vitaminas C, E e do complexo B, na sua forma natural. Esses componentes estão
presentes nos legumes, frutas, cereais, hortaliças, vinho tinto, óleo
de oliva, etc., ingeridos em grande quantidade regularmente.
Ao praticarmos a Dieta do Mediterrâneo, além de evitar o consumo
de elementos típicos da dieta industrializada ocidental moderna, nocivos
à saúde (gorduras saturadas e gorduras trans, componentes ultra-refinados
como farinhas, óleos e açúcares), estamos ingerindo substâncias
que participam ativamente na proteção contra doenças
crônico-degenerativas e retardam o envelhecimento.
Obesidade
Outro aspecto orgânico, que é mais bem controlado pelos adeptos
da Dieta do Mediterrâneo, diz respeito ao peso corporal. Um estudo epidemiológico
recente, analisando uma população espanhola, demonstrou que
a aderência à Dieta do Mediterrâneo é inversamente
associada ao índice de massa corporal e obesidade. As pessoas que adotam
a Dieta do Mediterrâneo, aparentemente, têm menos propensão
a atingirem sobrepeso ou tornarem-se obesas.
O Vinho Tinto
Interessante também é a presença de um dos alimentos
mais antigos conhecidos pelo homem, o vinho tinto, na Dieta do Mediterrâneo.
Hoje está bem evidenciado cientificamente que o consumo moderado de
álcool protege contra doenças cardíacas. Os primeiros
estudos sugerindo esta associação, entre álcool e menor
incidência de doença cardíaca, tiveram origem na observação
de outro paradoxo, descrito há décadas – o chamado Paradoxo
Francês. Este é o nome que foi dado para a constatação
de que as pessoas na França têm menos doenças cardíacas,
apesar da sua dieta ser rica em gordura, boa parte saturada (lembremo-nos
dos queijos, manteiga, cremes). Foi sugerido que o alto consumo de vinho tinto
por esta população seria o fator de proteção que
anularia os efeitos danosos da gordura. Muitas vezes, o paradoxo Francês
é confundido com a Dieta do Mediterrâneo. Na verdade, esta confusão
tem procedência, pois os dois hábitos alimentares, consumo de
vinho tinto e Dieta do Mediterrâneo, estão intimamente associados.
O vinho tinto, sozinho, não é o responsável pela baixa
incidência de doença cardíaca. O hábito alimentar
de grande parte dos franceses, como um todo, assim como o seu estilo de vida,
são muito semelhantes aos de outras regiões mediterrâneas.
Vários estudos recentes demonstram que outras bebidas contendo álcool
produzem o mesmo benefício cardiovascular, se ingeridas com moderação.
Mas o vinho tinto apresenta uma singularidade sobre outras bebidas alcoólicas.
Ao ser fermentado com a casca (o que não ocorre com o vinho branco,
por exemplo), é incorporado à bebida um dos componentes da casca
que serve de proteção natural à fruta. É o Resveratrol.
Esta substância é um polifenol que atua como antioxidante. Experimentos
têm demonstrado que o Resveratrol aumenta o tempo de
vida de várias espécies animais. Este efeito se daria através
da ativação de um gene que confere proteção ao
DNA das células (gene SIRT 1), o que explicaria, pelo menos em parte,
a extensão do tempo de vida que é produzida por esta substância.
Outros tantos estudos estão em andamento, e alguns novos resultados
dão indícios de que o Resveratrol combateria
alguns tipos de vírus, assim como inibiria o desenvolvimento de fibrose
cardíaca.
O vinho tinto apresenta benefícios adicionais aos do álcool.
Portanto, na hora de escolher a bebida que vai acompanhar a sua Dieta do Mediterrâneo,
não tenha dúvidas, fique preso às origens e eleja o vinho
tinto. Mas lembre-se, deve ser bebido com moderação, pois, se
ingerido em demasia, os efeitos prejudiciais do excesso de álcool irão
superar os benefícios produzidos por doses moderadas de álcool
e dos outros componentes do vinho, como o Resveratrol. RESVERA-VITIS
que contem o maior concentração no mercado.
Os Fatores de Proteção
Os mecanismos pelos quais a Dieta do Mediterrâneo protege o organismo
são multifatoriais, alguns deles já conhecidos. Além
da ação sobre genes que controlam funções celulares,
as substâncias contidas na Dieta do Mediterrâneo têm seus
efeitos de proteção de doenças cardíacas e crônico-degenerativas
devido às suas ações sobre os vasos sangüíneos.
A camada que reveste a parte interna dos vasos sangüíneos, chamada
endotélio, é formada por um conjunto de células especializadas
chamadas de células endoteliais. Estas células funcionam como
se fossem um órgão ativo, independente, produzindo uma série
de substâncias que regulam o funcionamento dos vasos sangüíneos
como um todo. Existem substâncias que causam danos a estas células,
o que altera o funcionamento normal dos vasos, e culmina com a formação
de placas de ateroma e o enrijecimento da parede dos vasos sangüíneos.
É a conhecida, e temida, aterosclerose, responsável pelas doenças
cardíacas, derrames e outras doenças crônico-degenerativas.
Entre os fatores que prejudicam o endotélio estão a hipertensão,
diabete, fumo, aumento do colesterol (principalmente o LDL, o mau colesterol)
e outras alterações das gorduras do sangue (dislipidemias).
Entre os protetores do endotélio, está bem demonstrado que nutrientes
como ômega-3 e ômega-6, anti-oxidantes, gorduras mono-insaturadas,
L-arginina, ácido fólico, e tantos outros, presentes na Dieta
do Mediterrâneo, atuam melhorando a função endotelial,
direta ou indiretamente.
Atividade Física
Deve ser salientado que as populações mediterrâneas, originalmente,
mantinham naturalmente inseridas no seu dia-a-dia atividades físicas,
o que comprovadamente, por si só, contribui para a proteção
contra doenças, melhoria da saúde e bem estar assim como aumento
da expectativa de vida. Dieta do Mediterrâneo pode ser considerado um
estilo de vida. Um conjunto de fatores que, orquestrados pela natureza, se
complementam. Nenhum deles, isoladamente, alcança os efeitos do todo.
A Dieta do Mediterrâneo Tem Despertado Grande Interesse Científico
Uma pesquisa bibliográfica no site de busca de assuntos médicos
mais completo, o PUBMED,
arrola centenas de artigos científicos que estudam algum aspecto da
Dieta do Mediterrâneo. Certamente, em um futuro muito próximo,
entenderemos muito mais profundamente os complexos mecanismos de interação
entre os elementos da Dieta do Mediterrâneo e o organismo humano.
Doença de Alzheimer
Vários estudos epidemiológicos indicam que o consumo moderado
de vinho é associado com uma mais baixa incidência da doença
de Alzheimer. Vinho é enriquecido em combinações de antioxidantes
com atividades potenciais neuroprotectivas. Porém, os mecanismos moleculares
exatos envolvidos nos efeitos benéficos de entrada de vinho no processo
degenerativo do cérebro de doença de Alzheimer, ainda tem que
ser definido claramente. Aqui nós mostramos que Resveratrol
(trans-3,4',5-trihydroxystilbene), um polifenol naturalmente encontrado principalmente
em uvas e vinho tinto, notadamente reduz os níveis segregados e intracelular,
amyloid-beta (Abeta) peptídeos produzidos de uma linhas de cela diferentes.
Resveratrol não inibe produção de Abeta,
desde que não tem nenhum efeito na beta de enzimas Abeta-produtora
- e gama-secretases, mas promove degradação intracelular de
Abeta através de um mecanismo que envolve a proteasome. Realmente,
a Resveratrol-induzida diminuição de Abeta
poderia ser prevenida através de vários inibidores de proteasome
seletivos e silenciando siRNA-dirigido do beta5 de subunit de proteasome.
Estes resultados demonstram uma atividade de anti-amyloidogenico proteasome-dependente
de Resveratrol e sugerem que esta combinação
natural tem um potencial terapêutico na doença de Alzheimer.
The Litwin-Zucker Research Center for the Study of Alzheimer's Disease
and Memory Disorders, North Shore-LIJ Institute for Medical Research, Manhasset,
NY 11030.
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